O que a ciência avaliado?
Um estudo conduzido pelo Grupo ETCO da Unesp Jaboticabal e parceiros da University of Alberta avaliou:
- O processo de aplicação da marca a fogo;
- Seus efeitos sobre o bem-estar animal;
- A eficiência da leitura da identificação, comparando-a com brincos visuais e eletrônicos.
Principais achados
- A temperatura da pele no local da marca chegou a quase 60 °C logo após a aplicação;
- 86% dos bezerros precisaram ser remarcados, aumentando a dor, o tempo de contenção e os riscos de novas falhas;
- A leitura da marca a fogo foi mais lenta e mais sujeita a erros:
- 17,5% de erros na leitura da marca a fogo vs. 1% no brinco eletrônico;
- A leitura com brincos eletrônicos foi mais rápida e confiável que com a marca ou o brinco visual.
O que isso significa na prática
Além de provocar dor aguda e inflamação persistente por vários dias, a marca a fogo é um método lento, falho e ineficiente para controle e rastreabilidade do rebanho. Seu uso compromete o bem-estar dos animais e também a confiabilidade da gestão zootécnica do rebanho.
O uso de métodos mais modernos — como brincos eletrônicos, brincos visuais bem aplicados e tatuagens — é mais eficaz e seguro.
Referência:
de Oliveira, J. et al. (2024). Hot Iron Branding of Beef Cattle: Process Characterization, Implications for Animal Welfare, and Its Efficiency for Cattle Individual Identification. Ruminants 4(2), 192–200. DOI: 10.3390/ruminants4020013
Texto escrito por Janaina Braga – Sócia-fundadora da BE.Animal
